Ensaios sobre comportamento, repetição e os mecanismos invisíveis que atravessam nossas vidas.
ContinuarExistem decisões que parecem acontecer no instante em que escolhemos. Mas antes delas existe algo mais silencioso: hábitos, ambientes, expectativas e histórias que aprendemos a repetir.
O trabalho de Céline investiga esse espaço invisível entre comportamento e consciência.
Uma observação cotidiana — uma frase repetida, um gesto pequeno, algo que passaria despercebido.
Um comportamento aparentemente isolado, que começa a se repetir em contextos diferentes.
Uma escolha que parece individual — mas, observada de perto, revela um mecanismo maior.
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"Há uma diferença importante entre não saber o que fazer e não conseguir sustentar o que já se sabe. Grande parte da literatura financeira foi construída para resolver o primeiro problema. Este livro foi escrito para investigar o segundo."
Você sabe exatamente o que precisa fazer. E, mesmo assim, adia. Recomeça. Interrompe. Promete que no próximo mês será diferente. Este ensaio investiga os mecanismos invisíveis que transformam intenção em repetição — e por que disciplina raramente é a resposta para o que parece ser falta de disciplina.
Existe um momento que muitas mulheres conhecem bem. Ele não é dramático, não faz barulho e não tem um ponto exato no relógio onde acontece. É simplesmente aquele instante em que você percebe, de novo, que está exatamente no mesmo lugar.
O que você chama de falta de disciplina quase nunca é falta de disciplina. É um padrão. E todo padrão tem uma origem.
Capítulo Um — O padrão invisívelA edição digital ainda não está disponível. Deixe seu e-mail para ser avisada assim que o livro for publicado.
Um novo ensaio sobre identidade, adaptação e os lugares invisíveis onde aprendemos a existir.
Se o primeiro volume observa por que repetimos comportamentos mesmo querendo mudar, este segundo observa que lugares e estruturas fazem certos comportamentos continuarem necessários.
Pequenas cenas que atravessam o trabalho de Céline — o tipo de observação que, com tempo, se transforma em ensaio.
Céline não escreve a partir do nada. Seu olhar atravessa campos que investigam comportamento humano há muito mais tempo — da economia comportamental de Daniel Kahneman à observação precisa da vida ordinária de Annie Ernaux, da clareza clínica de Joan Didion à investigação cultural de Byung-Chul Han. Nenhum desses campos é seguido como método. Todos são atravessados como repertório.
O trabalho de Céline Leclerc nasce da observação de um intervalo quase imperceptível: aquele momento entre uma sensação e uma escolha.
Seus ensaios investigam como ambientes, hábitos e narrativas pessoais influenciam a forma como ocupamos — ou deixamos de ocupar — a própria vida.
Não é especialista em finanças, nem em produtividade, nem em psicologia clínica. É observadora de comportamento — alguém que passou anos notando como pessoas inteligentes, capazes e bem-intencionadas continuam fazendo aquilo que prometeram parar de fazer.
Cada ensaio nasce da mesma pergunta de fundo, aplicada a um palco diferente: o que faz alguém continuar repetindo uma realidade que já não deseja sustentar?
Céline observa, não julga. Descreve, não aconselha. Oferece mapa, não receita.